quinta-feira, 7 de julho de 2016

A infância e seus rumos- A sensualização da infância


 Paz para todos!
O texto a seguir foi solicitado pelo Jornal AdNews e publicado na sua 42a edição.Como é um texto relativo à maternidade, eu o compartilho com os leitores do blog.

 Recebi um tema bastante sugestivo para falar nesta edição do AdNews: a Sensualização da infância. Esse é um assunto sobre o qual devemos refletir com clareza e que está ligado a outros dois temas: a adultizacão infantil e  a relativização dos valores, especialmente aqueles calcados em princípios que representam tradições da nossa sociedade.

Ao falarmos sobre a adultização, precisamos dizer que esse é um lado da moeda. Ao mesmo tempo, em que se evita um mínimo de responsabilidade na infância e na adolescência, que cada vez se prolonga mais,  erotiza-se a infância produzindo, especialmente,  crianças sensualizadas e expostas, cada vez mais cedo, a uma cultura que trata o corpo como objeto descartável do prazer imediato.  Esta é uma ambiguidade que se traduz nas relações juvenis, cada vez mais precoces que podem ser resumidas na seguinte frase: jovens imaturos para relacionamentos sérios, mas instruídos para o exercício da sexualidade, numa conjunção de valores em que ser responsável é não pegar DSTs (doenças sexualmente transmissíveis)  e não engravidar.

É importante desfazer mitos sobre a sexualidade infantil e, ao mesmo tempo, refletir sobre quais são os limites e fronteiras de um desenvolvimento que julgamos saudável. Não podemos e nem devemos tratar a criança como assexuada. Qualquer pai ou mãe atento sabe que há um desenvolvimento do conhecimento do corpo que se dá na infância, como processo do próprio reconhecimento de si e das diferenças físicas, sociais e culturais sobre si mesmo e o outro.  No entanto, a erotização da infância não pode ser confundida com este aspecto do crescer. Dizer que não ceder ao modelo atual de abordagem do tema é não tratar do desenvolvimento psicossexual da criança é no mínimo intelectualmente desonesto!

No Brasil, atentamos para este fenômeno a pouco tempo. Para muitos, falar reprovando atitudes erotizantes é, inclusive, fruto de uma regulação conservadora arcaica inibidora de liberdades individuais.  No entanto,  este é sim um fenômeno que não começou agora. Vamos voltar no tempo, especialmente aos anos oitenta, com a eclosão das apresentadoras infantis  e suas ajudantes  com seus figurinos, representado um misto de ninfetas sensuais e personagens infantis. Já que estas,  ao mesmo tempo,  usavam penteados  e figurinos coloridos e infantilizados mas sem abandonar uma clara proposta sensual e reveladora do corpo. Programas como Gladys e seus bichinhos, exibido nos anos 70, conhecido por seus personagens ingênuos e sua apresentadora chamada de tia pelas crianças perderam espaço. As tias cederam lugar a loiras e morenas esculturais! Logo, logo, essas se tornaram figuras seguidas e presentes no imaginário infantil e passaram a ter sua imagem explorada pela indústria do entretenimento em produtos próprios para a infância.

Assim, a sociedade brasileira começou a trilhar cada vez mais um caminho de erotização da infância que hoje se revela na tentativa de tratar o prazer sexual  e a discussão da sexualidade como algo presente já na segunda infância. Não é exagero! É só lembrarmos das cartilhas ensinando as crianças a tocarem seus genitais numa busca exploratória por prazer e das constantes tentativas de incluir o que se chama de educação sexual nas escolas. Além disto, pode-se também perceber a mudança no vestuário infantil que a cada dia apresenta de forma mais  dominante modelos que aparecem nas vitrines adultas com uma proposta sensual  em tamanhos menores para as crianças.  Estas iniciativas se traduzem no forte apelo infantil por cantoras sensuais adultas, que constroem seus personagens e músicas com um apelo à erotização  e a imagem de mulheres indomáveis e dominadoras pela via da sensualidade. Já houve o tempo da Kelly Kye, agora temos as músicas da funkeira Anita e os sons internacionais com proposta sensual nas baladinhas das festas infantis de aniversário. Por exemplo, não é incomum ir a um aniversário infantil de alguém que não professa a fé cristã e ver as crianças enlouquecidas dançando ao som da voz masculina Shaggy que canta: Hey, Sexy Lady! ou menininhas dançando as coreografias de Anita, descendo até o chão e com vestuários na mesma proposta.

Os defensores das formas contemporâneas de erotização da infância se dividem em dois grupos. Primeiro, o dos que exploram a indústria do vestuário e do entretenimento infantil, esta já descrevemos acima. Todavia, há aqueles que rejeitam este titulo. Eles até me processariam se desse nome aos bois. São os que defendem modelos ideológicos em que não se espera pela pergunta infantil sobre a sexualidade, esses sentem uma forte necessidade de antecipar-se e apresentar orientações sobre o comportamento sexual. Sim! Eles não querem falar de biologia! Não querem esperar! Sua urgência é evidente e segue uma agenda muito bem pensada e estabelecida. Querem entrar na sala de aula e sem que nenhuma criança pergunte começar a falar. Isso, de preferencia, na ausência dos arcaicos pais que produzem um modelo denominado por eles como modelo opressor de educação sexual.  Essas tentativas estão na escola, mas não só lá. São da mesma engenharia social que apresenta sutilmente sua mensagem sexualizada nos desenhos animados e nas revistas  e folhetins televisivos que já tiveram como publico jovens, também adolescentes e hoje trabalham para atrair crianças entre 7 e 8 anos. Elas estão também nas cenas sutilmente colocadas em filmes infantis, em que só crianças que assistem aos mesmos filmes até memorizar as cenas percebem.


Os engenheiros dessa nova ordem social propõem um olhar sobre quem anda na direção oposta que os situa como arcaicos que têm uma visão assexuada da infância. Não se trata disto! Trata-se de esperar as perguntas antes de dar informações! Trata-se de esperar o corpo crescer antes de instigar a mente, trata-se de tomar a mão de uma criança e andar no ritmo dela, em vez de colocar em mãos massificantes o crescimento de nossos filhos. Trata-se de tratar o corpo das nossas menininhas sem coisificá-los. Trata-se de dizer não  a erotização da infância e deixar que eles cresçam e se reconheçam sem pressa, tratando o outro como pessoa e não como uma boca a mais a beijar e um corpo a mais a explorar quando crescerem.  Trata-se de dizer não à erotização de nossos pequeninos.  Trata-se também de deixar que nossos pequenos saibam que valem o preço valioso do sangue do Cordeiro Unigenito, antes que alguém lhes digam que precisam desnudar o corpo numa self para terem valor para alguém.  Nós, pais cristãos, somos responsáveis pela contracultura da resistência! Goste o mundo, ou não, estamos na terra e continuaremos resistindo de pé, mesmo que todos se dobrem. 

sábado, 2 de julho de 2016

Para mamães imperfeitas como eu

Queridas mamães,

Este é mais um daqueles períodos em que eu paro um pouco e escrevo menos, mas para mim é quase impossível esquecer o blog. De algum modo, eu me sinto encorajada a escrever. O blog faz com que eu perceba que há mais gente na resistência contra a avalanche de valores contrários  que cada vez mais tenta se impor às famílias cristãs. Sempre recebo mensagens de outras mães, sempre trocamos ideias e nos encorajamos mutuamente, e nesses momentos eu vejo que embora tenhamos jeitos diferentes, abordagens diferentes, rotinas diferentes e histórias também diferentes o desejo de agradar a Cristo e seguir as ordenanças dadas em sua palavra no nosso jeito de ser mãe, nos leva ao exercício da comunhão. Tenho sido ensinada pelo Senhor através dessa comunhão e meu pedido a seu Santo Espirito é que a cada dia trabalhe em meu viver e apesar das minhas fraquezas me transforme cada vez mais em emissária de sua palavra. Que eu seja agregadora, que junte mães, não para me seguirem, mas para lutarem a batalha de fazer da maternidade portadora da gloria do Pai. 

No entanto, depois dessas palavras de saudades das minhas irmãs de jornada, queria dizer algo àquelas que estão se esforçando para serem as melhores mães possíveis. Por mais que saibamos que nunca seremos mães perfeitas, podemos nos esforçar para ser boas mães. Este post é para aquelas que estão se esforçando para sê-lo.  Ele é também direcionado àquelas que no seu ventre carregam seus filhos e que já são mamães. Afinal, não podemos lidar com uma vida como se ainda não existisse. Penso naquelas mães que imaginam que nunca serão as mães que seus filhos precisam. Talvez alguma delas ache que ser mãe exige uma perfeição que não tem. Penso naquelas que serão mamães e que estão temendo não ser boas o suficiente. Conheço algumas assim que carregam dores  profundas oriundas de suas histórias. Elas vivenciaram depressão, dor , ansiedades, assédio moral, abuso sexual e tantas ocorrências tristes que as fazem querer proteger seus filhos e ao mesmo tempo sentirem que não são capazes de superar a velha cena que lhes abate a mente e coração. Outras nunca cuidaram de ninguém, muitas vezes nem de si mesmas e isso ocasiona tantas ansiedades e o sentimento de que são incapazes.

Conheço mães que vivem historias tão diferentes, mas tão iguais ao fundo, porque todas elas, como eu, são confrontadas com a verdade de sua imperfeição. Já escrevi tanto aqui sobre isso que muitas leitoras mais atentas à sequencia do meu texto provavelmente vão sentir um sentimento de revival ou flashback. No entanto, creio que a maternidade nos desnuda emocionalmente e espiritualmente e nos traz o beneficio de mostrar quem somos de fato. O que sai de nosso interior nos torna reprováveis ( Mateus 15.11) e a maternidade intencional e presente manifesta aquilo que de fato temos dentro. Não há nada que revele mais o que Deus precisa tratar em mim que o meu dia-a-dia como mãe e esposa.  Não posso dar desculpas psicológicas ao pecado que quer reinar em mim e a maternidade manifesta. Portanto, quero encorajar cada mamãe que sente que educar uma criança e ajudá-la a crescer para Deus é difícil ou que sente que falha a seguir em frente. Não vou alimentar minhas imperfeições, nem vou vestir uma roupa de perfeição que não me cabe. No entanto, quero estar ao dispor para ser moldada e modificada e quero ser santificada a cada dia. Uma coisa me é muito clara: Deus usa a maternidade para me corrigir para que eu não seja condenada com o mundo. Eu sinto viva a palavra inspirada pelo Espirito de que somos repreendidos pelo Senhor para não sermos condenados com o mundo. Posso dizer que nunca fui tão confrontada, que nunca tive uma casa do oleiro tão forte como tornar-me esposa e mãe. Eu entendo claramente quando o apostolo Paulo diz que tendo filhos e amando-os, bem como a nossos maridos somos salvas. Não somos salvas no sentido da salvação eterna dada por Cristo na cruz. Somos salvas de nós mesmas, das nossas inseguranças, das nossas necessidades autocentradas e egoístas, dos valores supérfluos, da sedução de ouvir o nosso coração e da armadilha de vivermos em torno de nossas emoções e sentimentos e nos tornarmos infelizes escravas de necessidades que só supriremos no Criador.

Vamos ao que me parece verdadeiro. Não somos perfeitas. Somos falhas, marcadas pelas limitações  de nossa estrutura calcada e moldada na historia de vida que temos, inscrita em nossos padrões de comportamento e relacionamentos, nos valores que conscientemente ou não temos. Somos pecadoras remidas que não queremos voltar ao charco escorregadio de lodo de onde fomos tiradas.Temos, cada uma,  um temperamento cheio de potencialidades, mas também de fraquezas reveladas ou ocultas no silêncio de nossas lutas interiores. Então, recebemos pequenos seres para conduzir na vida e para servir-lhes de exemplo. Que fazer? A quem recorrer?  Como lidar?

Você pesquisa e toma uma série de decisões antes que nasçam. De repente, contra sua vontade as circunstancias, seu cansaço, ou o que seja se opõe a você. Cada minima coisa parece um grande problema. Ainda me lembro da minha luta para amamentar meu filho e de como fiquei ao perceber que por um problema fisiológico teria que amamentar complementando.Não queria ser uma mãe diferente da dos ideais dos livros que li. Que armadilha terrível!  No entanto, não sabia que este seria um pequeno detalhe do começo de minha luta diária para dar o melhor e  às vezes constatar que não era suficiente! Como mães lutamos contra uma série de fatores que nos impedem de caminhar sozinhas e demandam uma dose extra da bondade e misericórdia do alto e uma outra imensa de graça divina, sabedoria e de admissão de nossa falibilidade. Não cabe uma postura de especialista! Não cabe se achar sábia e suficiente! Já nos diz o apostolo Tiago o quão diabólica é a sabedoria humana cheia de pretensão e arrogância que bate no peito e diz tudo sei.

Ser mãe revelou em mim fraquezas que não sabia ter. Ser mãe  me mostrou o quanto sou incapaz de dar conta de tudo sozinha. Ser mãe me ensinou a pedir ajuda, mas também a correr a próxima milha em minha fraqueza e no ultimo impulso de força. A maternidade intencionalmente bíblica, centrada nos valores divinos, não revela o quão boas somos, mas o quanto precisamos de Cristo e do seu corpo na terra, sua igreja. Ser mãe revela, qual espelho, as áreas da nossa vida que precisam do trabalho do Espirito Santo de Deus. Nesses momentos, é difícil persistir! É difícil tal qual Pedro gritar: Senhor, socorre-me! Estou me afogando! Estou mee afogando em mim mesma! Estou me afogando no cansaço! Estou me afogando na minha carme! Estou me afogando no meu passado, repetindo padrões de comportamento!!!

Então se você tem visto seus defeitos com clareza, se tem percebido que há um longo caminho de aperfeiçoamento pela frente, glorifique a Deus e deixe que em você comece a ser produzido o bom fruto. Não finja que é perfeita! Não viva como se fosse perfeita! Não construa uma imagem perfeita!Apenas deixar Deus lhe corrigir a tornar melhor. Com lágrimas nos olhos preciso fazer a cada leitora uma confissão: O que mais tenho aprendido como mãe que sou é a pedir perdão. Às vezes erro com meus filhos, percebo que não estou sendo um bom espelho, que não estou sendo portadora da verdade da cruz. Então, eu peço perdão a Deus e a eles. Como é dificil faze-lo! Quero que saibam que estou lutando a mesma luta contra o pecado que eles. Que como Paulo, eu poderia gritar: Miserável homem que sou! Quem me livrará desse corpo de morte? Então o poder de Deus se torna em mim perfeito e me ajuda a crescer nEle. Sim, eu quero que saibam que luto a mesma luta que eles e que me esforço para ser exemplo.

Eu já escrevi um texto estimulando vocês a não desistirem dos filhos, agora escrevo implorando a você que sente que não dá conta e que seus erros, defeitos, ansiedades e marcas não lhe permitem ser a mãe que Deus quer que não desista de voce. Se você tem sussurrado para si mesma que não consegue ser a mãe que deveria, estamos juntas. Para mim basta bem pouco tempo ouvindo mais minha carne que o Santo Espirito para que ela impere e imperando dê a luz ao pecado que mais corrói: aquele que parece pequeno, mas que como ferrugem você não percebe quando brota e se multiplica e nos mina a alma. Falo da murmuração, da ira, do engano e do erro lá do Edem de culparmos os outros pelo nosso próprio pecado e tantos outros frutos pecaminosos que passam de largo aos que não lutam nossa batalha. Afinal, os outros podem até serem responsáveis por algo que nos ocorre, mas nunca serão responsáveis por como respondemos a isso e como nos sentimos a respeito.
A minha mais sincera impressão enquanto escrevo é que nunca deixarei de clamar como Pedro, toda vez que achar que de mim mesma sou capaz ou que for tentada a olhar a profundidade do mar sobre o qual ando numa atitude de incredulidade. Eu preciso constantemente gritar: Senhor socorre-me! Eu preciso entender que dependo dEle.

domingo, 8 de maio de 2016

Feliz dia das mães!!!


 
AS MÃES SÃO FLORES
Gióia Jr.
São como as flores,
São como as flores, na suavidade, no aroma e cor
No sacrifício da mocidade, na doce benção, no puro amor.
São como as rosas maravilhosas, são como lírios, brancos de paz,
São flores belas de raras cores, são como aroma que satisfaz.
Cores e flores, perfumes, brilhos,
Dão-se inteirinhas de coração.
Vivem na vida dos próprios filhos,
Vivem ternura, vivem perdão.
As mães são flores,
As mães queridas, são margaridas, são girassóis,
Belas estrelas que a terra nutre, ao beijo quente de muitos sóis.
As mães são flores, mas flores murcham, Têm vida curta, sacrificiais
Que vivam muito, pedimos hoje, ao Deus bendito,
Que vivam mais.
As mães são flores, rubras, douradas, iluminadas e muito amadas.
Sonho e afeição. Casa na rocha, que não se abala,
convive e fala, verso e canção.
As mães são flores. Deus as proteja,
Deus cuide delas com muito amor.
As mães são flores. Queridas flores, flores do trono do Salvador.
Jardim é a vida as mães são flores e no seu dia, cantamos nós,
Deus dê a todas este presente:
Que vivam muito, mais do que a gente
Para que nunca fiquemos sós.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Passei aqui para lembrar você...

 Oi mamãe querida!
Vez por outra, temos  que ser lembradas que qualquer dor que suportarmos…
Qualquer incompreensão que cumprir nosso papel de mulheres cristãs, mães e esposas ocasione…
Qualquer cansaço que nosso corpo não conseguir absorver
Qualquer ingratidão que tenhamos que enfrentar
Qualquer coisa que pese em nossos ombros…
Não se compara ao sofrimento que Quem nos deu a missão de cuidar plenamente dos nossos enfrentou.
Então, quando quiser desistir,
e  até quando achar que ninguém ao seu redor faz valer a pena seus desvelos e sacrifício…
Lembre que alguém chegou à morte por amor a você te pediu algo.
Essa pessoa te deu uma missão e inspirou sábios homens a registra-lo em sua palavra:
Ele pediu que você manifestasse o amor dEle em serviço aos seus.
Faça por Ele! Suspire e pense: Ele merece?
É ao Senhor que tu serves, mãe!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Administraçao Familiar



Bom Dia!

"(…)  Cada  casa precisa de um administrador da família- uma pessoa que precisa fiscalizar os afazeres domésticos pela perspectiva de um administrador executivo da organização mais importante do mundo. Administração familiar, assim como todas as outras boas administrações, não tem nada a ver com um ditador impondo padrões arbitrários difíceis de alcançar. É sobre dividir responsabilidades, ajudando cada membro a encontrar seu próprio lugar e encorajando cada um ao sucesso".

Kathy Peel em  Donas de casa Estressadas (p.23-24)

Se você é uma dona de casa, é muito importante em seu papel. Glorifique a Deus por ele! Viva-o da melhor forma que lhe  é possível!

Imagem:womansday.com

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sim! Lugar de crianças é no templo!

Oi mamães queridas!

Por estes dias, a pedido de uma mamãe que conheci via blog, dei uma olhada numa matéria sobre  crianças no templo. Quem assinava a matéria era uma pessoa que ainda não teve o privilegio de ser mãe, mas que fazia um claro  esforço para ajudar mães que lidam com crianças que não ficam quietas no culto.
Estamos falando de bebês e crianças pequenas. Pode parecer fácil, mas não é! Mesmo quem é mãe não faz ideia que nem todo mundo tem a mesma experiência ou lida com as mesmas dificuldades. Eu, pelo menos, tenho dois filhos. Cada um me abriu um novo mundo e me lançou novos desafios. Benjamin dormia o culto todo, quando bebê. Chegava dormindo e saia dormindo. Nunca se incomodou com nada que ocorresse no culto. Beatriz foi diferente! Como ela foi diferente. Nos primeiros meses, depois de um período em casa, comecei a leva-la aos cultos. Ela se incomodava com tudo e mesmo exausta não conseguia pegar no sono. Quando ela adormecia eu já estava despenteada, amassada e exausta, fora minha lombar que era uma coisa a parte e dolorida. Terminei muitos cultos com os pés e pernas dormentes. Foi assim durante quase todo o seu primeiro ano de vida. Houve um momento que eu tive total consciência que teria que ser assim e eu precisava tornar as coisas melhores na medida em que fosse possível, pois logo aqueles momentos passariam.  Aos poucos, vagarosamente, as coisas foram se ajustando. Hoje, não há dificuldade em irmos juntos ao culto. Ela até pede para ir ao templo. Ao completar um ano de idade, tudo foi se ajustando.

Creio que a adaptação de cada criança à rotina do culto não é fácil. No entanto, nem de longe vou sugerir que deixemos nossos filhos em casa. Levar as crianças ao templo é importante e desperta nos pequeninos a compreensão de como vivemos e daquilo que de fato tem valor. Já ouvi pais dizerem que não achavam importante levar os filhos ao templo porque lá eles não entenderiam o que se passa.  É a opinião deles, eu respeito. Só penso diferente.

Eu vou usar exemplos de outro contexto e ambiente para tentar explicar porque penso que é importante que os pequenos frequentem os cultos.  Na minha cidade, Recife, o carnaval de rua é considerada uma tradição popular. Um dos polos de carnaval é a parte antiga da cidade. Lá se aglomera uma parte da população, com suas fantasias e adereços para sustentar essa tradição. Não vou fazer uma analise da festa, do evento. Não é este o propósito do post. Citei esse exemplo porque duvido muito que uma criança pequena compreenda o que ali se passa. No entanto, os pais põem  fantasias em seus filhos e os levam e cantam com eles marchinhas de carnaval com letras antigas e tradicionais. Por que eles fazem isso? Alguns deles provavelmente porque julgam importante passar adiante o que consideram legado social. Levar os filhos a certos locais os insere na tradição cultural.

Como cristãos somos chamados a transmitir a nossos filhos nosso legado maior: nossa fé. Embora o cristianismo não seja um conjunto de ritos e tradições mortas, ele tem seus memoriais que apontam para Cristo, seu sacrifício e a vida nova que temos nele. As tradições vivas são assim, elas têm um significado. O culto é um evento em que como povo de Deus nos juntamos para comungar da fé e de uma atitude de adoração Àquele que é a razão da nossa nova vida. Quando levamos nossos filhos ao templo, mesmo quando são pequenos, os estamos introduzindo numa cultura de fé, de adoração e devoção. Creio que estamos mostrando a eles atitudes que não são vazias e encontram no coração contrito e adorador um exemplo de amor pelos átrios do Senhor. Meu filho e o seu talvez não entendam o que quer dizer a letra do hino que entoamos, mas ao ver lagrimas rolarem dos olhos de uma mãe contrita na presença do Altíssimo , ao ver a atenção que damos à Bíblia, ele saberá que algo muito importante se passa. Se essa atitude reflete o que ocorre no nosso lar, logo, um hino do hinário da nossa denominação será conhecido dos nossos filhos, assim ocorrerá com a linguagem usada na liturgia e outros elementos do culto.

Tenho um filho de 5 anos. Pra mim, nada mais prazeroso do que abrir a Bíblia dele e ajuda-lo a achar a leitura bíblica. Sinto uma imensa alegria quando me faz perguntas sobre a mensagem bíblica ou faz referencias a termos abordados em casa em nossas atividades devocionais. Nada melhor do que ver minha garotinha cantando: Gloria a Deus o Pai eterno, cujo trono é os céus! Tenho consciência que a compreensão vira aos poucos, mas sinto a alegria de desde pequenos tê-los por perto num momento tão especial. Enquanto escrevo, estou lembrando de Ana que não deixou Samuel em casa. Ela se ausentou do templo, o desmamou e o levou para oferecer ao Senhor. Samuel usava um pequeno éfode. Não sei se ele entendia o valor e os significados embutidos na vestimenta. No entanto, ele estava sendo ensinado a apreciar a casa do Senhor e os ritos sagrados envolvidos.

Quer saber mamãe? Talvez você esteja num momento difícil. Talvez por coisas que possa corrigir (crianças que só apreciam videogames e TV, por exemplo) ou pode ser que seu filho pequeno tenha dificuldades de se adaptar ao culto. Talvez seja uma dificuldade pessoal da criança em se adaptar. Se eu puder lhe dizer algo é que tudo passa. Sim! Se você for firme e paciente essa fase passará. Há um momento em que antes de acompanhar a leitura temos que procurar na Bíblia dos pequeninos e apontar. Há um momento em que você pode perder a leitura devocional ou a própria mensagem para acalmar uma dor, amamentar, trocar fraldas ou acalentar um pequeno que chora. Quando podemos contar com a ajuda do pai ou da avó tudo se torna mais fácil. No meu caso, meu marido tem  que estar no púlpito e meus pais congregam em outro local. No entanto, algo sempre me consolou: saber que Deus estava envolvido naquela situação e que tudo logo passaria. Ele queria e quer meus pequenos no templo. E logo tudo passou.

Quero encorajar você! Quero que persista e não desista. Quando por alguma razão o cuidado com os pequenos impedir você de ir ao templo, separe o momento do culto e ofereça no seu lar um culto ao Senhor. Explique a eles que vocês não puderam ir, mas que farão o culto porque aquele é o momento separado para o culto congregacional.

Se você pode ajudar uma mãe de filhos pequenos, faça-o! Especialmente se percebe que ela não tem alguém que possa ajuda-la. Se ela estiver enfrentando um momento de choro ou birra não se junte ao coro dos que balançam a cabeça em reprovação. Ajude-a! Há momentos em que uma jovem mãe se sente perdida e uma voz branda e calma podem ser providencia de Deus. Por esses dias, meu esposo estava escalado para dirigir um culto. Eu estava com meus dois pequenos no banco. Um casal que me parecia novo na fé tentava sem sucesso acalmar o filho. Houve uma hora em que aquela mãe percebeu a plateia e com lagrimas nos olhos decidiu ir embora. Olhares de julgamento. Ninguém para encorajar e ajudar. Beatriz já dormia em meus braços. Tomei seu irmão sonolento pela mão, a acomodei no colo e saí atras daquele casal. Me apresentei como esposa do dirigente do culto, acariciei o cabelo daquele pequeno que pulava como um cabrito e comecei a conversar com ela e seu esposo. Expliquei como é difícil para uma criança se adaptar em alguns ambientes quando não desenvolve o habito. Falei calmamente com eles e a abracei, disse que passaria e que já passei por momentos difíceis. Conversei com o garotinho sobre estar na casa de Deus e emprestei a Bíblia da minha pequena para que ele visse durante o culto.  Como me senti feliz em ser instrumento de Deus. Digo isso sem achar que há meritos de grandeza nisso. Era meu dever. Se você é uma irmã mais velha ou mais experiente em algo tem a obrigação cristã de ajudar as mais novas. Mesmo quando há falta de  disciplina, é necessária ajuda e encorajamento.

Eu sempre lembro dos discípulos impedindo as crianças inquietas de chegarem a Jesus. Ele as considerou bem-vindas aos seus braços e as abençoou. O templo é a casa de Deus. É sim lugar de crianças!!! Deixem que elas venham!

No amor do Senhor,
Ana Claudia

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Arroz doce em duas versões- Baunilha ou Leite de côco?

Bom dia a todas!

Ainda é madrugada,enquanto escrevo. Não há nada melhor como escrever assistindo o amanhecer. O silêncio com que esperamos o sol aparecendo e mostrando que ganhamos mais um dia do criador é revigorante. Todavia, o tema não é o sol nascendo, embora pudesse escrever uma infinidade de coisas sobre ele, já que sou uma melancólica romântica facilmente atraída por esse tipo de evento da natureza.

Então, vamos ao que interessa. Recebi de nossa colaboradora, Noelia Lavigne, uma receita muito legal: Arroz doce. Ela que está  gravida, esperando Milena com muito amor e dedicação,  faz as honras da casa e nos apresenta sua versão desse clássico que ultrapassa fronteiras. Agradeço a ela o carinho com o blog e com sua amiga de anos. 

Este post tem um toque de historia pessoal. Minha cozinha tem duas grandes inspirações que remetem a minha trajetória- A cozinha argentina e a cozinha nordestina. As outras influências eu fui  assimilando  ao longo da minha vida adulta, e são construídas a partir de lugares onde morei, de sabores que senti, de fatos que vivi e de erros que como toda aprendiz de cozinheira que gosta do que faz cometi. Gosto de reproduzir e desvendar mistérios das receitas aclamadas da minha infância. Sabe aquele segredinho que as antigas donas de casa tinham? Aquela receita que tem um toque pessoal da mãe?Eu gosto de desvenda-los! Por exemplo, um dos maiores elogios que recebi foi ouvir minha mãe dizer que minha sopa de feijão estava idêntica a de minha avó. Esse é um aroma e um sabor que carrego, junto com as lembranças da minha infância e fazer jus a ela, de alguma forma, me deixou contente.

Uma coisa argentina que ainda vou fazer se chama torta negra. Ela é uma especie de pão doce coberto com açúcar mascavo, simples mas que povoa meus sonhos junto com uma xícara de chá ou café com leite numa manha chuvosa e fria (no Nordeste impossível!). Essa receita também tem um lugar no meu coração porque ela me lembra hermana Sara, uma idosa da igreja missionária na Argentina. Ela se locomovia em cadeira de rodas e meus pais sempre iam busca-la para o culto. Ela sempre fazia uma bandeja de torta negra, pois sabia que eu gostava.  O arroz doce pra mim também tem esse lugar de memória afetiva. Me lembra o gostoso lanche da escuela 56, escola da minha infância, que no meu tempo tinha um cardápio delicioso, embora não tão saudável, e me lembra também a cozinha da minha terrinha em sua versão nordestina. Por ser uma iguaria reproduzida em diferentes lugares do mundo, ela recebe diferentes nomes. Arroz con leche, em alguns países hispanos, arroz doce, no Brasil e Rice Pudding, nos países de língua inglesa.

A receita nordestina leva leite de coco e vai numa direção que lembra mais os sabores típicos do nordeste, pois remete a uma época que se comia a partir do que nossa terra ensolarada produzia. 
Já a receita argentina de Noelia vai numa outra direção de sabores, com uma proposta que  junta o sabor e aroma de baunilha, canela e doce de leite argentino.



A receita da nossa colaboradora argentina:




Arroz con Leche

Ingredientes:

Meia lata de leite condensado ou uma xícara de açúcar ( eu fiz com uma xícara de açúcar demerara), 1 fava de baunilha ou uma colher (sopa) de extrato de baunilha, doce de leite (de preferencia o argentino) e canela para polvilhar.


Preparo:
Ferva o arroz em duas xícaras de água, até que evapore. Acrescentar o litro de leite e o açúcar ou o leite condensado, acrescentar a baunilha e deixar ferver até que engrosse. Pode ser servido com doce de leite de acompanhamento  e canela polvilhada.


Agora, segue uma receita no estilo bem pernambucano, com sotaque e tudo. Esta receita é bem parecida com a receita que eu sigo.Eu apenas achei esse vídeo no youtube e estou reproduzindo para vocês.




E então? Vai ser com baunilha ou leite de coco? Façam e me contem de que receita gostaram mais.

Com carinho,
Ana Cláudia 

Colaboração:
Receita e foto de Noelia Lavigne
Ajuda e cooperação voluntária- Auriene Aline 




                         

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Um desejo sincero

Boa tarde a todas!

Desta vez falo com todas as mamães que de algum modo sentem que caminham junto comigo através deste instrumento de crescimento coletivo que tem sido o blog. Não, eu não tenho a pretensão de dizer que através do blog fiz alguém crescer…Eu sinto mais que o blog e o quadro do rádio me faz crescer junto com outras mamães. Aos poucos, em cada  narrativa que escuto, em cada companheira de oração que ganho através deste ministério , eu vou crescendo e o mais glorioso é que sinto que não estou sozinha. Sinto que há um batalhão de mamães que comigo, cada uma de seu jeito, estão remando contra a maré, em diferentes lugares do Brasil e do mundo. É bem provável que não sejamos maioria, mas existimos. O blog me deu esse sentimento de que ninguém está só na caminhada por uma maternidade que glorifique a Cristo. Se às vezes, como Elias, pensamos que estamos sozinhas contra os profetas de Baal, sempre há os 7.000 que decidem remar contra a tendencia dominante e não dobrar os joelhos ao deus deste tempo. Não se trata de se ter um sentimento de superioridade, mas de entender que há algo superior à nossa opinião e até mesmo à nossa vida e que isso é o que dita nossa missão.

Que prazer eu tenho em encontrar cada mãe que trilha este caminho. Algumas começando, tateando com medo das perdas envolvidas na maternidade centrada nos princípios divinos ou empolgadas pelo sentimento de liberdade que conhecer a verdade traz. Outras, numa luta interior que se repete o tempo inteiro na vida de uma mãe que resolveu abrir mão das demandas de sua carne e tal a jovem Maria em Belém dizer: eu sou a serva do Senhor! Cumpra-se em mim o seu querer. Essas mães são muitas, com rostos diferentes, estilos diferentes, biotipos diferentes, opiniões diferentes, mas que querem algo mais e mantêm a chama viva . A cada opinião, depoimento, pergunta que recebo, agradeço a Deus porque de algum jeito me vejo retratada em algumas delas, por vivermos dilemas similares e não desistirmos de persistir na jornada.

Cada uma de vocês, mamães queridas, que criam seus filhos ou começaram a senti-los dentro do ventre, alegra meu coração de um jeito particular e são depositarias da minha gratidão por me fazerem companhia aqui no blog e no Papo de mãe. Peço a todas , encarecidamente, que façam orações por mim e pelos meus para que a cada dia eu possa ser vaso de honra e instrumento da glória do Pai que como diz uma música de Amy Grant que me acompanhou por toda a adolescência: que eu tenha os olhos do meu Pai! Orem para que cada fraqueza que há em mim, seja persistente ou nova, possa ser trabalhada ao pé da cruz. A cada dia, eu me vejo mais incapaz de ser mãe. Confesso que muitas vezes choro e até pergunto ao meu querido Mestre o que viu em mim para colocar um marido e duas vidas pequeninas em minhas mãos para cuidar. Como Ele me confiou cada um, sabendo quem sou? Como Ele me confiará outros, se na sua vontade estiverem, sabendo que de nada dou conta? Então, meu coração se enche de alegria porque lembro que o Santo Espirito inspirou o apostolo Paulo a escrever que o poder dEle se aperfeiçoa na  fraqueza humana. Logo, eu sinto que cada lacuna e ponto falho, que só quem me conhece de perto experimenta o efeito, é uma oportunidade de Deus em mim se mostrar poderoso e transformador. É sempre desse lugar imperfeito, de lutas e fraquezas que precisam ser santificadas, num renunciar constante à minha carne, que escrevo a cada uma de vocês.

Me resta dizer, então, que sou grata por cada mamãe que comigo compartilha as dores e as alegrias de sermos mães na oficina do Mestre. Quero desejar a cada uma o que desejo a mim. Na semana do natal fiz a última atividade do meu trabalho mensal com os pequenos , em que trabalho as razões porque Cristo veio a terra. Como quero a cada dia santificar esse tempo no meu lar! Esse trabalhinho era para refletirmos sobre o nosso coração. Ele poderia ser uma estalagem tao cheia de coisas mundanas em que não há vaga para o Salvador ou poderia ser uma estrebaria disponível, apesar da fraqueza e de tudo de ruim que poderia haver num lugar tão rústico, convidando Jesus a ficar. Meu filho mais velho, em clara compreensão à mensagem reafirmou sua confissão de que quer Cristo pra sempre em seu coração e me perguntou, também, o que queria dar a Jesus. Eu respondi que queria dar a Ele, a cada dia um coração estrebaria que por si só não tem nada que possa encantar o Rei dos reis, mas que quando o Salvador nele habita se enche de sua gloria e se torna o melhor lugar. Em 2016, eu desejo a cada mamãe que comigo transitou neste caminho que cada dia mais seu coração seja uma estrebaria: cheio de razões que o tornam incapaz de abrigar o Salvador, mas cheio de disponibilidade para dizer ao Salvador: venha, entre e a cada dia mude este lugar com o simples toque de sua gloria!

Que Deus, em Cristo, abençoe cada uma de vocês! 

Com todo amor que nos une,

Ana Cláudia

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Nutrindo a mente e o coração

Queridas mamães,

Que a paz do Senhor alcance o lar de cada uma de vocês. Tenho sido, nos últimos dias, pega de surpresa por alguns casos de amigas que sucumbem ao sofrimento. São muitos casos em que se vê a dor refletida no corpo e na mente. Mães abnegadas, crentes fieis, esposas exemplares que caem no marasmo da angustia que se traduz em doenças psicológicas e físicas de um corpo e de um coração que gritam pedindo ajuda. Tenho pensado muito e quase fixamente nelas. Tenho aprendido sobre a fragilidade humana com elas. Tenho chorado com algumas delas e tenho dito que creio que vão ficar bem, pois creio que de fato vão.  Eu creio que Deus tem interesse em levantá-las!

Vivemos num tempo em que nos movemos num constante nadar contra a maré no caos que se tornou nosso mundo. Muitas de nós temos descoberto o tesouro de ser mães e esposas presentes na vida dos nossos. Temos dado enfase ao ideal cristão de tornar a necessidade do outro uma oportunidade de servir a Cristo. São tantos discursos que reforçam a ideia de mover a vida a partir do próprio umbigo e tratar o outro como secundário que essa ênfase é  sim necessária. O viver cristão é um chamado para viver e se gastar pelo outro. O apostolo Paulo que  o diga! Todavia, estamos esquecendo algo… há algo que está ficando para trás:A ideia de que devemos cuidar de nós mesmas, nutrindo a mente e o coração e de que devemos cuidar umas das outras. 

Sim, precisamos estar bem para cuidar bem! Não estou falando de uma postura hedonista, mas de um profundo entendimento das necessidades que  nossa missão impõe, que se traduz na compreensão de que nosso corpo, alma e espirito precisam estar bem para que sirvamos bem. Estou falando de equilíbrio! Estou falando de possuirmos nosso vaso em sabedoria, santidade e honra, sabendo que para que o templo e morada do doce Espirito de Deus possa servir ao Senhor em sua máxima plenitude, você e eu precisamos estar bem. Se Cristo é Senhor de nosso existir, se entendemos nossa vida como ganhando razão nEle, o cuidado que exercemos conosco mesmo será um meio para glorifica-lo e não um fim em si mesmo. Sei que há uma linha ténue que pode levar uma mulher, sob o pretexto do bem estar, ao exagero, ao apego demasiado a si, justificado a partir desse argumento. No entanto, se procuramos estar bem para de bom grado nos gastarmos e deixarmos que Deus nos use para o seu reino (em sua extensão no nosso lar) não há como não glorificarmos a Cristo  (2 Co 12. 15).

Primeiro, eu gostaria de encorajar você a cultivar o seu espirito.  Pense num jardim, comigo. Sabe aquelas plantas de nossa casa que precisam ser diariamente regadas? Assim sou eu!Assim é você! Eu tenho um pé de funcho e outro de pimenta biquinho que se não forem molhados todo dia pela manhã, ao entardecer ficam com um aspecto feio e murcho parecendo que já morreram. Assim é meu espirito! Não sei do seu! Todas as vezes que meu dia passa sem que eu seja regada, na minha devoção, pelo Espirito Santo sou a mais vazia e miserável das pessoas.

Sim! Estou fazendo a você uma confissão! Um dia centrada em mim mesmo, um dia sem entrega ao Senhor, um dia de tarefas sem o foco estabelecido nos meus momentos com o Pai Celeste, em que Ele, através do seu Espirito, molha o meu sedento coração me torna uma  Marta ranzinza e focada na tarefa e não no propósito. Como é triste para mim quando resolvo deixar, por alguma razão, o Mestre na sala para me ocupar dos afazeres do dia-a-dia, esquecendo que no fim de tudo, Ele é a razão do que faço. Portanto, reguemos nosso homem interior! Deixemos que Ele se renove! Ofereça ao Senhor seus sofrimentos, seus sacrifícios, suas dores, como forma de ser aperfeiçoada por Ele  e deixe que, através da oração e da palavra, Ele possa tornar seu homem interior fortalecido (2Co 4.16-17). Muitas vezes, falhas no nosso caminho e no nosso caráter que se evidenciam em escolhas ruins são alimentadas pela falta de contato  com nosso criador. Não somos robôs preparados para produzir. Enquanto, como mães, não assumirmos que somos pessoas reais com necessidades reais, correremos o risco de não suportar as demandas de nossa vida ou de nos tornarmos hipócritas, fingindo ser as super-mulheres que não somos, apenas para tentar manter as aparências. o que digo é que a maternidade nos moldes divinos, só pode ser vivida em um contato constante com o criador. Não, eu não li esse pensamento num bestseller, eu vivo essa verdade no meu dia-a-dia: a maternidade nos moldes divinos só é possível a partir do Senhor e do seu trabalhar em mim, pelo seu doce e terno Espirito.

Em segundo lugar, gostaria de encorajar você a manter pequenos habitos ou mimos do seu dia-a-dia que ajudam você a passar pelo dia melhor.  Sabe aquela xícara de café que você saboreia de manhã, antes que todos acordem? Ela é importante! Aquele som ligado enquanto você faz o almoço? É tambem importante. Sim, eu preciso encoraja-la a tirar pequenos momentos de refrigério ao longo do dia. Eu sei! Corremos muitos! Ser esposa, mãe e administradora do lar, inclui inumeros papeis e tarefas. Todavia, precisamos de disposição para comecar e terminar o nosso dia na força do Senhor. Sente com as crianças. Não precisa deixar a casa virar uma loucura. Cinco ou dez minutos em que você adia os pratos do almoço pra servir chá para as bonecas lhe farão muito bem. Não esqueca de manter seus hobbies e talentos em dia. Tenho uma amiga linda e querida! Amo o empadão que ela faz. O que acho mais bonito é como ela usa seus dons e talentos artisticos até nisso. Ela pinta, faz biscuit e outras artes. Ainda lembro quando solteira, que frequentava sua casa, e ao terminar um empadão ela sempre modelava flores e folhas  e decorava como que para um evento. Ali estava sua alma! Seu dom! Quando andava por sua casa, sempre havia projetos inacabados…coisas para continuar, para fazer, para pensar sobre. Era seu escape, seu momento… 
Precisamos descobrir novas habilidades. que arejam nossa mente e tornam habeis nossas mãos. Precisamos dos nossos momentos de leitura, mesmo feitos tarde da noite. Sim! Precisamos...

Terceiro, aprenda a pedir. Sim! Quem não pede, não recebe! Peça ajuda, cooperação, peça o beijo de despedida do maridão, caso ele tenha esquecido de dar ao sair. Se for importante para você, diga. Peça, também, abraço e beijos aos pequeninos. Sabe algo que tem maltratado terrivelmente as mulheres? A idéia de que não podemos ser frágeis e vulneraveis, dependentes de Deus e do outro. Então, por não reconhecermos o limite da nossa estrutura, quebramos e nos desmantelamos e muitas vezes nem nós mesmas sabemos a razão. Precisamos estender uma bandeira: Mais verdade, menos pose! Precisamos de Deus, de nós mesmas e dos outros. Não se deixe arruinar interiormente antes de pedir ajuda a Deus e aos demais.

Em quarto lugar, aprenda a cuidar de seu corpo! Sim! Como tenho me sentido corrigida pelo Santo Espirito nesse aspecto. Você e eu não somos de aço. Clark Kent só existe na ficção. Passamos por estágios em que não podemos dormir bem, eu sei. Crianças adoecem, temos coisas a fazer, mas precisamos descansar. Um corpo cansado demais altera qualquer mente! Além disto, precisamos comer bem. Estes dias me dei conta de que muitas vezes esquecemos disso. Deus precisa de você e de mim com saúde. Sente à mesa! Coma com sua família. Se auxilia os pequenos, inclua suas garfadas no meio! Deus e eles precisam de você bem. Cuide também da sua aparência. Claro que nosso foco não é o exterior. Porém se é para transmitir a luz de Cristo, se o foco é o brilho dele, cuidar de nós mesmas será de bençãos. Não esqueça de sorrir e se alegrar. Deixe de lado toda amargura.

Em quinto, há algo que depois de Deus é o mais importante. Mantenha seu casamento forte. Você precisa do seu marido. Sim! Por mais que se diga algo diferente, essa é a verdade. Eu sei, há mães que não podem contar com seus maridos por alguma razão que foge do campo de escolhas delas.  Eu creio que, se elas buscam ao Senhor, terão o conforto necessário. No entanto, sei também que hoje se menospreza muito a importancia de nos apoiarmos nos nossos companheiros de jornada. Um dia eu ouvi uma mulher mais velha dizer que mulheres criam os filhos sozinhas sem problemas, homens não. Meditei sobre aquilo! Creio que Deus ajuda uma mãe que como Hagar se vê sozinha com uma criança para criar. Porém, creio na formula perfeita de Deus em seres imperfeitos como nós. Nós precisamos nos apoiar em ombros fortes! Nós precisamos de alguém que nos encoraje quando sentimos que não damos conta! Que nos mostre que é possível quando estamos desencorajadas! Precisamos de alguém que segure nossas mãos, que nos chame pra sentar no sofá mesmo com a louça na pia e diga que depois cuidamos disso, de preferencia em equipe. Precisamos de alguém que corrija nossas tempestades sem vento e minimize os efeitos de nossas TPMs sobre as crianças e que ore por nós e conosco. Precisamos de alguém que diga que juntos vamos dar um jeito no dia seguinte e que traga nosso chocolate predileto e diga para uma vez só esquecer a dieta. Talvez você esteja carregando o mundo sozinha e de fato não precise. Deus é perfeito! No meu caso, ele me deu um marido imperfeito como eu, mas que sabe direitinho me desacelerar e desligar da tomada antes que eu quebre. Pare de querer que seu esposo seja você na forma masculina. Deixe que ele cuide de você! Para ser uma mãe forte, você precisa dele! Talvez o seu parou de cuidar de você porque acha que não é importante. Quem sabe ele caiu no conto das mulheres inquebráveis. Convoco você a dizer a ele que tudo aquilo que ele fazia e não faz mais é importante. Vamos lá! Não mata!!! Peça o abraço! Diga que a perspectiva dele nos pequenos problemas ajudam você a tomar decisões sábias. Não tome conta de tudo! Seja forte o suficiente para ser frágil. É preciso muita força interior para saber o quão frágil e pequeno de fato se é. Todavia, isso é saúde. Sim é medicina para os ossos e o coração. 

Se você já quebrou e entrou em colapso, deixe o bom pastor cuidar de você. Não se desespere! Ele fez você e sabe onde cada peça encaixa.
Que Deus, em sua misericórdia, abençoe a você e a mim!

sábado, 28 de novembro de 2015

Papo de Mãe: A participação das avós no pós-parto (2)

Paz do Senhor!

Estou passando aqui para publicar o segundo vídeo da série sobre a participação das avós na gravidez e criação dos filhos. Desta vez, falamos sobre a participação das avós no pós-parto.

Deixem seus comentários e sugestões. Juntas, somos melhores.

Deus vos abençoe!